quarta-feira, 10 de junho de 2009

Meu cartão... Não!

Por Milena da Silva Oliveira

Como evitar fraudes com cartão de crédito?O uso de cartões de crédito exige cuidados. Novas maneiras de fraudar surgem a cada dia. Siga os passos deste golpe:

• Alguém liga e diz: "Aqui é do Departamento de Segurança do cartão [X]. Meu nome é [fulano] e meu número de identificação funcional é [xxxxx]. Você comprou [qualquer coisa] no valor de US$497,99 de uma companhia baseada no [exterior] ?" Claro, você responde que não.

• A pessoa prossegue: "Provavelmente seu cartão foi clonado e estamos ligando para verificar. Se confirmado, emitiremos um crédito a seu favor."

• E continua: "Antes de processar o crédito, gostaríamos de conferir alguns dados."

• "O seu endereço é... [seu próprio endereço] ?" É um dado que pode ser obtido, por exemplo, em listas telefônicas na internet. Você confirma, e o golpista continua: "Qualquer dúvida que você tenha, ligue o número 0800 que está no verso de seu cartão e solicite o Departamento de Segurança."

• Ele pede: "Por favor, tome nota do seguinte número de protocolo." O golpista informa então um número de seis dígitos e pede: "Você poderia lê-lo para mim, para confirmar?"
• Chegou o momento mais importante do golpe. O criminoso diz: "Desculpe, mas precisamos verificar que você está de posse de seu cartão. Por favor, pegue seu cartão e leia o número". Você lê e ele continua:

• "Correto. Agora vire o seu cartão e leia para mim os três [ou quatro] dígitos de segurança." Esses são os números que você usa para fazer compras via internet, para provar que está com o cartão ! (Em alguns cartões, esses números estão na frente, meio escondidos no corpo do cartão).
• Você informa os números de segurança, e ele responde: "Correto ! Entenda que era necessário verificar que o cartão não estava perdido nem tinha sido roubado, e que você estava com ele em seu poder. Você tem alguma pergunta ?" Você diz que não, o criminoso agradece e finaliza.

• Em poucos minutos, compras começam a ser lançadas no seu cartão. Às vezes, a fraude só é percebida com a chegada do extrato.

Como se proteger

É muito difícil rastrear esse tipo de ligação, e pouco provável chegar até o criminoso e ainda reaver o dinheiro. Então, o que fazer?
Caso receba esse tipo de ligação, simplesmente desligue
Em seguida, entre em contato com a central do cartão, solicitando apoio da área de segurança, e explique o ocorrido.

Fechando as janelas

Por Milena da Silva Oliveira

É fato que a criminalidade cresce e se alastra numa proporção desmedida. E o medo há anos nos tem feito reféns , não vamos nos desesperar, mas ... Previnir é melhor que remediar !


Previna-se...

Portas e janelas devem ser resistentes e ter fechaduras e trancas confiáveis. Instale olho-mágico nas portas. Travas de segurança e cadeados, nos pontos mais vulneráveis, também são úteis. Quando necessário, instale grades, de preferência internas. E não se esqueça das portas e janelas dos fundos, por onde os ladrões preferem entrar.

Ao viajar, suspenda a entrega de revistas e jornais.
Não coloque cadeados do lado de fora do portão. É sinal certo de que o morador não está.
Faça poda periódica em árvores e arbustos para manter a visão de dentro para fora livre, e para que não sirvam de esconderijo.
Se o interior de algum dos cômodos de sua casa pode ser visto da rua, mantenha as cortinas ou persianas fechadas.
Se for possível, mantenha um bom cão de guarda, adestrado, na área externa da casa.
Tenha os telefones de emergência fixados em um local de fácil acesso na casa.
Providencie iluminação para as áreas externas de sua casa, mas não deixe luzes acesas durante o dia. Células fotoelétricas podem automatizar o liga/desliga.

Proteja-se...

Se você tem empregados, não deixe todas as chaves da casa com eles. Eles podem ser forçados a permitir a entrada de ladrões.
Se alguma chave for perdida, troque o segredo da fechadura correspondente.
Mantenha os portões e portas trancados, mesmo em intervalos curtos de tempo, inclusive quando você está em casa. Oriente as demais pessoas da sua casa a fazer o mesmo.
Observe o movimento da rua antes de sair ou retornar para casa. Se perceber a presença de pessoas ou veículos estranhos ou em atitudes suspeitas, não entre (continue seu caminho) ou saia de casa, ligue para a polícia e procure descrever detalhes das pessoas (altura, cor da pele, cabelo, idade aproximada e roupas) e dos veículos (cor, marca, modelo).

Oriente a família e os empregados para que não dêem informações pelo telefone e nem comentem com estranhos sobre bens que a família possua e sobre os hábitos da casa.
Insista com seus filhos: eles devem informar sempre onde estarão, se vão se atrasar ou se foram para a casa de algum amigo. É muito importante dispor de todos os telefones onde é possível encontrá-los.

Não guarde valores e jóias em casa. Faça seguro e deixe-os em cofres de agências bancárias.
Ao contratar empregados domésticos, prefira sempre aqueles que apresentem referências e sejam indicados por pessoas de sua confiança. Tome os mesmos cuidados com a contratação de serviços de manutenção ou reforma.


Fonte/autor: Segurança Empresarial/Serasa
Em: 26/6/2006

Ufba busca melhorar qualidade de vida de marisqueiras

Por Rafael Brito

Enquanto os Governos federal, estaduais e municipais não atuam para a melhora da qualidade de vida, principalmente da saúde pública brasileira, na qual vemos hospitais e centros deteriorados, faltando médicos e equipamentos para o atendimento da população. Faculdade e grupos voluntários procuram através do “assistencialismo” levar médicos, fisioterapeutas, nutricionistas, enfermeiros para os mais excluídos da visão desses poderes públicos. É o caso da Universidade Federal da Bahia, que através de sua Secretaria de Saúde Ocupacional vem tentando medicar e ensinar para as marisqueiras do Recôncavo e algumas cidades do Litoral Baiano, melhores maneiras de realizar o trabalho do marisco.

Esse projeto foi iniciado pelo professor e medico da Ufba Paulo Pena, com o intuito de fazer uma pesquisa de como era o trabalho e os riscos de saúde que elas tinham pela má postura, exposição ao sol, entre outros problemas. Mas diferentes de outros programas de pesquisa universitária, ele deu início a um programa de atendimento médico chamado Projeto Popular e Intersetorialidade em Saúde nas Comunidades Pesqueiras da UFBA.

Além disso, procurou entrar em parceria com o INSS para elaborar um nexo a legislação baiana, em que pudessem colocar as doenças ocupacionais dessas mulheres dentro do programa que dar direito a aposentadoria para enfermos decorrente de trabalhos excessivos, como as Lesões de Esforço Repetitivo (LER), na qual elas estão incluídas, pois ao catar esses mariscos elas realizam em media 10200 toques. O que extrapola o numero que a constituição brasileira permite que são de 8000.

Entre as doenças catalogadas durante todas as etapas de ofício, no caso cinco (coleta, transporta, limpa, cozimento e cata de marisco, respectivamente), têm as LER, problemas de coluna, de pele, tendinite, bursite, infecções por bactérias, entre outros.

Hoje esse projeto vem se estendendo. Os médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e nutricionistas irão às comunidades para atender as mariscadeiras, logo que muitas têm dificuldade de transporte, por não terem dinheiro para virem a Salvador. È o chamado Projeto Itinerante.

“Quando o projeto começou a ser produzido começamos a ver nele uma maneira de criarmos políticas publicas para essa população”, observa Maria José coordenadora da Pastoral da Pesca da Diocese da Bahia. E assim todos os envolvidos vêm tentando melhorar da sociedade e assumindo o papel do Governo brasileiro.


Projetos sociais são ineficazes em Salvador

Por Paula Ary
O cenário é caótico: sacos de cimento no chão, um sofá rasgado e empoeirado, restos de materiais de construção e uma escada sem proteção, por onde todos os dias, com muito esforço, dona Eduarda sobe e desce. Diabética, 62 anos, necessita de muletas para se movimentar, pois as pernas feridas não suportam o peso do corpo. Mãe de Elisângela Pontes, 32, que sofre de Hepatite C e não anda e avó de Aline, 22, e de Ester, nove anos, dona Eduarda cuida delas sozinha e sem renda fixa. Aline paralítica desde criança, pois a mãe, que dona Eduarda preferiu não citar o nome, se drogava quando estava grávida. Já a neta, Ester, é saudável e ajuda a avó, apesar de ser filha de uma brutalidade, pois Elisângela, sua mãe, fora estuprada.
Dona Eduarda diz já ter procurado ajuda de alguns órgãos públicos, mas não obteve sucesso. Câmara de Vereadores, Assemblèia Legislativa da Bahia, a antiga Limpurb, todos foram alvos da incessante procura dessa senhora, na tentativa de melhorar a situação dela e de sua família.
Mas a ajuda nem sempre chega para quem precisa. Seu Anísio Pereira, 75 anos, não tem uma vida muito diferente de dona Eduarda. Separado, pai de cinco filhos, aposentado há mais de 10, morador de São Tomé de Paripe, afirma que sua aposentadoria "é uma mixaria que não dá nem pra comer". Seu Anísio trabalhava como gari e hoje pede esmolas na praça da Liberdade e cata latas, segundo ele "quando dá, quando eu acho". Precisa da ajuda dos órgãos públicos, mas procura e não acha, afirma.

Entre os projetos que o Governo Estadual está o da Secretaria de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza, SEDES, que desenvolve projetos e programas que buscam oferecer emprego e gerar renda. Sob a orientação da Superintendência de Inclusão e Assistência Alimentar (SIAA), as medidas de inclusão social são destinadas às comunidades que vivem em situação de extrema pobreza e que estão cadastradas nos programas do governo federal. Os projetos têm como área de abrangência todo o território estadual e podem ser executados por prefeituras municipais e entidades não–governamentais que tenham utilidade pública estadual, além de outras habilitadas a firmar convênios e receber recursos do governo do Estado. Apesar de existir esses programas assistenciais, pessoas como a Senhora Eduarda e Anísio não conseguem ser incluídos pela restrição de vagas ou pela falta de interesse dos governos estaduais e municipais.
Rita de Cássia Passos, 61 anos, moradora de Valéria, difere de seu Anísio pelo fato de não ter aposentadoria, pois trabalhou como vendedora ambulante durante muito tempo. Está parada há 10 anos devido a fiscalização da Secretaria de Serviços Públicos (SESP) na rodoviária - local onde trabalhava – e já fez de tudo um pouco, conta. Foi doméstica, vendia lanche e cafezinho. Vive atualmente com R$ 50 que recebe por semana trabalhando como babá da filha de uma vizinha. "O Governo não dá nada, nem deixa ninguém trabalhar", desabafa. Ao ser vítima de atropelamento em agosto de 2007, dona Rita piorou sua situação financeira, pois ficou impossibilitada de fazer trabalhos que exijam disposição física, como atividades domésticas. Ela necessita fazer tratamento dermatológico e fisioterapia, mas quando consegue ajuda para os curativos e medicamentos para a perna, já agradece. "Quando eu tenho dinheiro, compro os remédios, quando não tenho, o jeito é pedir na porta das farmácias". Dos oito filhos, apenas a caçula mora com ela e a acompanha aos sábados, dia em que pede esmolas na Avenida Sete.
Todos esses casos são exemplos de famílias necessitadas, que poderiam estar incluídas em algum ou mais de um programa social do Estado ou da Prefeitura, mas não é o que ocorre. Os três vivem em bairros diferentes, comprovando que a ajuda pública não chega a certos lugares da cidade.

Já pelo município, o órgão responsável pelos programas sociais é a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, de sigla também SEDES. A missão da secretaria é promover Políticas Públicas de Assistência Social voltadas a pessoas em situação de miserabilidade. Os programas em execução são o Pró-jovem, que atende adolescentes na faixa de 15 a 17 anos, fornecendo bolsa-auxílio de R$ 65,00/mês; o Sentinela, que é destinado ao atendimento de crianças e adolescentes vítimas de violência, abuso e exploração sexual, e busca garantir os direitos dos mesmos, e o Programa de Erradicação do trabalho Infantil (PETI), que visa eliminar o trabalho de crianças e adolescentes.

Existe também a iniciativa privada ou não governamental, como a ONG Águia Dourada, formada há 4 anos, pelos jovens Andercícero Paulo de Jesus Silva e Lucas Ferreira Cerqueira, que oferecem aulas e recreação para crianças pobres do bairro de Pituaçu, Boca do Rio e adjacências. Mas, por falta de colaboração, o projeto pode não continuar, afirma Cícero.

Salvador tem uma disparidade econômica e social muito alta. Se os grandes empresários fizessem um pouco pela população carente da cidade, já que o setor público não cumpre totalmente seu papel, muita coisa iria melhorar ou algumas situações ficariam menos agravadas, como os casos citados nesta reportagem. Porém, a realidade é outra.

É agora ou nunca!!!

Está confirmado: Salvador foi uma das capitais escolhidas para sediar os jogos da Copa do mundo de 2014 e isto quer dizer que os torcedores baianos terão muito que torcer daqui até lá. Isto porque para que o sonho se torne realidade, a capital baiana terá de construir o novo estádio da Fonte Nova e reformular completamente o seu sistema de transporte urbano.

Que a nova Fonte nova vai ficar pronta eu não duvido. Além do grande valor simbólico que o estádio representa para o povo soteropolitano, quando se trata de futebol o brasileiro sempre dará o seu jeito. Mas reformular o transporte urbano de Salvador parece um desafio muito mais distante.

Digo isso porque, como sabemos verbas milionárias não são suficientes para conclusão de obras na Bahia, haja vista o lendário metrô, que mesmo recebendo uma verba adicional do governo federal no valor de 46 milhões de reais já virou também promessa para a copa de 2014.

Para garantir o grande feito de 2014 já está sendo organizado um novo Programa de Aceleração do Crescimento para a cidade que se chamará PAC da Copa, mas além das boas intenções é preciso uma administração séria e eficaz. Salvador precisa e merece novo planejamento no seu sistema de transporte urbano, afinal, ninguém agüenta mais as horas de congestionamentos todos os dias, nos mesmos horários e nos mesmos lugares.

Como se o exesso de carros nas ruas, a falta de vias exclusivas para ônibus, sinaleiras mal localizadas e buracos no asfalto não fossem o suficiente para tornar o dia a dia de um cidadão soteropolitano um pouco mais estressante, aqueles que dependem exclusivamente do transporte público na cidade vive uma aventura extra.

Grande parte dos motoristas condezem seus veículos com total imprudencia no trânsito. Abusam da velocidade, passam direto em pontos que já tenham outros ônibus parados ao invés de esperam a sua vez, páram em locais inapropriados para que o pedestre sube, enfim, agem como se estivessem fazendo um favor, a contra gosto, à população.

Enfim, se para ter uma cidade mais organizada for preciso colocar a grande paixão nacional em jogo, vamos todos cruzar os dedos e torcer para um placar positivo até 2014. Fala se tanto hoje do sonhado trabalho decente, quem sabe daqui pra lá não conseguimos também um transporte público decente ?

Os torcedores do Vitória que me perdoem, mas o trocadilho se torna indispensável nessa hora:

Bôra Baêaaa!!!

Alexandre Levi - Estudante de Jornalismo da Faculdade Social

segunda-feira, 8 de junho de 2009

A importância da remodelação do sistema educacional no Brasil

Por: Anna Letícia Tararam
Em geral, não gosto da revista Veja, acho que ela é altamente tendenciosa. Porém, duas matérias da editoria de Educação me chamaram atenção. Nas edições 2112, de 13 de maio, e 2115, de 3 de junho, a Veja publicou matérias abordando os professores como assunto. Com muitos detalhes, mostrou a importância que esses profissionais têm para o futuro do nosso país e da necessidade uma remodelação do sistema educacional vigente. São matérias que buscam com toda certeza a geração de políticas públicas na área de Educação no Brasil, e que procuram acordar a sociedade para o problema que estamos todos inseridos. Após ler as matérias, posso concluir o quanto estamos estagnados no tempo.

A matéria “ESCOLA PARA PROFESSORES”, da edição 2112, apresenta aos leitores o novo curso obrigatório para reforçar os conhecimentos teóricos dos futuros professores das escolas públicas do estado de São Paulo. Essa nova medida, anunciada pelo governador José Serra, no início do mês de maio, será de suma importância para o ensino na rede pública e para o aprendizado desses alunos da cidade de São Paulo. Segundo a jornalista Camila Pereira, autora da matéria, trata-se da criação de uma escola de formação de professores, bem diferente dos cursos tradicionais de aperfeiçoamento de docentes. O novo curso, que deverá valer a partir de setembro de 2009, é um pré-requisito e tem que ser feito antes dos professores ingressarem na rede estadual de São Paulo, a maior do país.

O problema atual é maior do que se imagina, como explica a consultora na área de educação, Guiomar de Mello: “As faculdades se perdem em teorias dissociadas da prática em sala de aula e não cumprem sua função básica: formar um profissional realmente capaz de exercer seu ofício”. Uma prova aplicada pela Secretaria de Educação, em dezembro do ano passado, 3.500 professores de São Paulo tiraram a nota zero. A prova mediu o domínio que eles tinham das matérias que já ensinavam, resultando absurdamente em nenhum. Nenhum domínio, dá para acreditar? Além da deficiência nos conteúdos, também lhes é escasso as mínimas noções de técnicas didáticas. Camila conta que apenas 20% das aulas nos cursos de pedagogia são dedicadas às metodologias de ensino, e é muito raro um aluno ter praticado antes de entrar numa sala de aula como professor. E é nessa lacuna que entra o novo curso de professores, para ensinar o que as faculdades não ensinam.

Em alguns países, como Coréia do Sul e Finlândia, o contato do aspirante a professor com o dia a dia de uma sala de aula é regra e não uma opção. Já em Cingapura, considerado como um dos países mais eficazes do mundo na formação dos seus docentes, 30% do currículo nos cursos para professor é cumprido dentro dos próprios colégios. “Funciona como uma espécie de residência médica para os futuros profissionais. Eles são acompanhados pelos professores mais experientes, que os orientam e indicam as melhores práticas de ensino”, afirma Lee Sing Kong, diretor do National Institute of Education de Cingapura.

Esse cenário é muito grave, e precisamos saber o que se passa em outros estados. A nova escola de professores de São Paulo é uma medida que deverá ser acatada nas outras cidades do país, por ser de caráter emergencial, pois se trata do futuro do Brasil. Nada parecido com esse novo modelo tinha sido proposto anteriormente na educação brasileira, e é uma notícia maravilhosa para um país que necessita de muitas mudanças nas salas de aula.

Camila dá continuação ao assunto, na matéria “ENSINAR É PARA OS MELHORES”, publicada na edição 2115. Nesta, são publicados os principais trechos da entrevista, feita pela jornalista, com Lee Sing Kong, diretor do National Institute of Education de Cingapura.

Segundo Lee Kong os professores de Cingapura tem status, pois só são admitidos aqueles estudantes que, no ensino médio, foram os 30% melhores da turma. A intenção é que somente os mais talentosos do país possam servir à educação. Mas, para isso foram criadas algumas iniciativas como um bom salário (que é semelhante ao de um engenheiro no mesmo estágio), e os professores que se destacarem recebem gratificações do próprio presidente do país no dia dos professores.

Outra medida muito usada são os laboratórios de pesquisa, usados para desenvolver metodologias de ensino e testá-las antes de aplicá-las nas salas de aula. Lee Kong explica que são estudos longos e sistemáticos, que envolvem diferentes grupos de alunos. Nas escolas de Cingapura, só se ensinam as técnicas pedagógicas se elas forem comprovadas cientificamente. Esses exercícios práticos e atividades nos laboratórios despertam a atenção dos estudantes, o que é crucial para o aprendizado nos dias de hoje, pois eles gostam mais de interagir do que assistir as aulas passivamente.

Como já mencionado na matéria anterior, Lee Kong conta que 30% do cronograma do curso é realizado dentro das escolas. Ou seja, os alunos são submetidos a uma espécie de residência médica, pois isso é básico para qualquer pessoa que queira aprender a ensinar.
As escolas de Cingapura são dirigidas como empresas, essa é mais uma iniciativa interessante, pois todas tem visão, missão e valores, a tríade básica de qualquer empresa. Também são determinadas as metas e quando cumpridas, os professores que obtêm melhores resultados chegam a receber dois salários a mais por ano.

Para Lee Kong, por mais que haja diferenças culturais e econômicas entre os países, nada impede de que eles sigam a mesma direção de Cingapura. Como diz o ditado, nada se cria tudo se copia, e neste caso o ditado se encaixa perfeitamente. Precisamos incentivar novas reformas em nossos métodos de ensino para se construir um país mais descente no futuro.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Analfabetismo Funcional

Por Ciranda Campos e Laís Santos
Dentre os direitos sociais assegurados no artigo 6º da vigente Constituição Federal Brasileira está o direito à educação. Entretanto, os resultados apontados por pesquisas comprovam que estes benefícios que são garantidos pela lei não são cumpridos de maneira satisfatória.

Segundo apontam as pesquisas mais recentes do Indicador Nacional de Analfabetismo (Inap), mais de 25% da população brasileira, com idade entre 15 e 64 anos, é composta por analfabetos. Neste índice, estão incluídos os analfabetos classificados, de acordo com a Unesco, como absolutos, aqueles que não sabem ler, nem escrever e não conseguem realizar operações aritméticas simples; e os funcionais, cidadãos que possuem conhecimentos rudimentares de escrita e leitura, mas que, no entanto, não conseguem compreender textos simples e ler números com mais de seis casas decimais. Os analfabetos funcionais representam, atualmente, cerca de 21% da população nacional. Na Suécia, este indicador não chega sequer a 10%, número inferior à metade da estatística brasileira.

Qual é o motivo para, em pleno século XXI, ainda nos depararmos com números tão elevados como esses? Vários são os fatores responsáveis pela situação. Má administração dos governantes, desigualdade social, problemas antigos que, ao invés de serem solucionados, têm se acumulado ao longo dos anos. Porém, a ausência de políticas públicas eficientes é um dos elementos mais significativos para compreendermos o mau desempenho da sociedade mesmo quando nos referimos ao exercício de atividades básicas e tão importantes, como saber ler e escrever. Como mudar esta realidade sem investir em melhor infra-estrutura nas escolas? Sem qualificar e motivar os professores?

Ao passo em que estamos, com políticas públicas voltadas para a educação cada vez menos eficientes, ainda não será neste século que o Brasil conseguirá erradicar o analfabetismo e, consequentemente, eliminar outras problemas sociais ocasionados em virtude da precária educação da população, como os altos índices de desemprego e a violência. Como um país pode almejar o desenvolvimento sem que seus pilares estejam bem solidificados?